No shoulder to cry on, thank you.

“Eu sou do tipo que sofre em silêncio.” Cansei que compartilhar dores, sentimentos e pensamentos para ouvir um “Vai ficar tudo bem”. Eu não preciso que fique tudo bem, preciso que esteja tudo bem.

Finjo não pensar nos problemas, esquecer, começo a falar e não termino. Minhas desnecessáriedades já são o suficiente para mim, nem ele nem ela precisam ouvir mais besteira. Eles não querem.

Já passou o tempo em que eu escrevia sobre o que via. Agora eu vejo e guardo, já não sei mais usar palavras para qualquer coisa. Não quero, também. Não preciso.

Primeiro dia – 24/05/2011: Quando eu realmente decidi ter um porquinho da índia.

Bom, eu tenho uma cachorra que eu amo muito, minha bebê coisa fofa nhaw lindinha nhac nhac e… Então, ela se chama Polly. E eu a adoro.

Não é que eu não esteja satisfeita com ela… É só que eu queria outro bichinho também.
Pedi um gato à minha mãe.
- Nem pensar. Teria que colocar tela nas sacadas e nas janelas, fica caro… Não tem como.
Nós moramos no nono andar, o último. Insisti, mas realmente não deu.
Depois de algum tempo, algumas semanas, eu comecei a lembrar do quanto adorava hamsters. Minha vizinha/melhor amiga/irmã tinha hamsters quando nós éramos crianças e eles eram as coisas mais fofas.
Falei com a minha mãe e ela disse que eles eram bichos sem graças e que nem pensar.
Então, mais legais que hamsters e ainda parecidos temos o que?
~*#PORQUINHOS DA ÍNDIA!**~

Na manhã do dia 24, na escola, eu decidi. Vou comprar um.
Eu já havia comentado com a minha mãe, e ela disse que tudo bem, só que seria eu quem pagaria por tudo, cuidaria e etc. Tudo bem.
- Vou comprar um porquinho da índia! – disse ao Murilo e à Gabriela dentro da sala.
A partir daí, esse foi o trending topic do dia. Recebi conselhos, histórias e tudo mais.
- Que nome eu dou? – perguntei.
- Carniça – um menino intrometido da minha sala disse.
- Ew. Não – respondi. – Eu queria uma referência legal, sabe… Que tal o nome do personagem mais legal de Star Wars? Ele podia se chamar Yoda, né?
Gabriela riu.
- Ou Marsh – falei. – Em homenagem ao Marshall, de How I Met Your Mother.
- Marsh é estranho…
- Olha, tem uma série que o Jason Segel fez no final dos anos 90 que o personagem dele chama Nick. Mas Nick é muito comum… Nishall, que tal?
- Que horrível.
- É, não sei porque essa obsessão com o Jason, deixa quieto.
Depois de algumas sujestões (Picanha, Micael, Cheese, etc), falei.
- Acho que vou chamá-lo de Boobs.
- Boobs? Mas você vai comprar macho ou fêmea?
- Macho…
Não sei como mudei de ideia, não lembro, mas decidi que o nome seria Chest. Mais masculino, discreto e praticamente o mesmo significado de “boobs”.

Chegou a hora do recreio (não, não estou na quarta série mas vou falar “recreio” pra sempre.) e eu precisava ligar para minha mãe.
- Oi? – ela atendeu.
- Mãe, não precisa me buscar hoje, meu pai vem.
- Tá bom.
- AH MÃE, A GENTE VAI TER UM PORQUINHO DA ÍNDIA.
- Já sabe as regras né?
#1 – Você não fala sobre o porquinho da índia.
#2 – Você não fala sobre o porquinho da índia.
#3 – Se o porquinho da índia diz para parar, tudo acaba.
- Sei, sim, mas você vai adorar, e a gente vai comprar ele!
- A gente nada, já tenho dois porquinhos aqui em casa. – Acho que ela estava se referindo ao meu irmão e à Polly.
Dei uma risada forçada para que ela percebesse e ela riu. De algum jeito, sem querer, eu desliguei na cara dela. Não foi intencional, mas depois eu mandei uma mensagem pedindo desculpas e dizendo que nós amaríamos nosso porquinho.

No ultimo passo do dia, teve realmente uma guerra sobre aonde eu deixaria meu animalzinho.
- Eu vou deixar na área de serviço, com a Polly.
- Não dá – disse o Murilo. – Ele vai morrer de frio.
- Lá nem é fr…
- Não dá.
- Então eu deixo no quartinho, é quente lá.
- Mas é escuro e solitário, ele vai morrer.
- … Eu coloco uma vela.
- Mas você vai comprar o bicho pra deixar ele com uma vela?
- Argh, mas é só na hora de dormir, o resto do dia ele fica comigo.
- Só que você dorme o dia inteiro.
Acabou o assunto. Ele vai ficar no meu quarto, apesar de não ter lugar.

Mas sabem de uma coisa? Eu vou ter um porquinho da índia.

A year, 11 days, a hundred four posts, a thousand feelings.

E tudo começou. 

Faz um ano, onze dias e 102 posts (contando com este) que eu criei o My Space for You, um blog que eu fiz para colocar meus pensamentos e o que eu sinto. Apesar de fazer algum tempo que eu nem tenho dado muita atenção ao blog, isso aqui significa bastante pra mim.

Não tenho muito o que dizer, só quero agradecer às pessoas que acompanharam meus textos, elogiaram, criticaram e me fizeram crescer com algumas palavras. Obrigada, mesmo.

Não vou deletar, mesmo que aqui esteja juntando poeira… Ainda gosto de vir aqui e postar algo aleatório, que eu esteja sentindo no momento, só pra mostrar que aqui é o meu conforto.

~maju

Try harder.

Eu tento. Eu tento ser positiva sobre o que pode acontecer, sobre o que provavelmente vai acontecer.

Eu tento excluir as possibilidades ruins e ver pelo lado bom. Eu procuro esse lado, mas não há.

Eu tento ignorar os problemas e as lágrimas que vêm sem eu nem perceber.

Eu tento me manter forte, destemida, estável.

Mas eu estou com medo. Medo de, principalmente, não estar preparada, já que eu só imaginei as coisas boas. E então acontece, mas eu não estou forte ou estável. Eu tentei.

Oh KStew

Hoje é aniversário da pessoa em quem eu mais me inspiro no mundo. É aniversário da pessoa que todos os dias eu gostaria de vê-la sorrindo. Da mulher mais sexy do mundo, mais fofa, e na minha visão, a mulher perfeita.

Hoje é o dia que ela começa a se transformar em mulher, e a minha certeza é de que nada vai mudar, porque desde que eu a “conheço” ela é a mesma, mesmo quando era 3 anos mais nova.

Ela é simplesmente incrível e hoje é seu aniversário.

E é o meu também.

Gostaria de falar o quanto é gratificante, apesar de não tão significativo, saber que enquanto eu nascia ela comemorava 7 anos de idade. Meu sonho impossível é comemorar com ela. Hoje podíamos estar em uma festa juntas, ela com 21 e eu com 14. Mas é um sonho impossível, como já disse. Mas é um sonho e por isso que eu posso continuar sonhando, desejando, querendo. E eu nunca vou desistir.

Ainda espero pelo dia que eu vou abraça-la e dizer “Happy birthday, Kris!” e ela rirá e dirá “To you, too!”. Ainda espero.

Kristen Jaymes Stewart, obrigada por me mostrar que todos somos bons como somos, que devemos ser nós mesmos. Eu aprendi muito sendo sua fã e posso ter orgulho de dizer que estarei com você até seu último sorriso ou lágrima.

Eu te amo. Pra caralho. Feliz aniversário, razão da minha.

 

I best be on my way out

Costumávamos acreditar no “para sempre”, e nós fazíamos parte dele. Acreditávamos na amizade eterna e nós éramos os dois que formávamos isso. E de repente, você mudou. De repente, não era eu a pessoa mais importante para você. De repente, tudo foi embora e a ignorância era sua nova melhor amiga.

Foi legal te conhecer. Podia referir-me a ti de qualquer forma, mas talvez agora fosse melhor chamá-lo de Senhor.

Surgiu uma distância tão grande entre a gente. Antigamente, eu o reconheceria há quilômetros longe, mas hoje, face a face, eu não sei nem olhar nos seus olhos.

Mas obrigada por me mostrar que ninguém é confiável, e obrigada por abrir as portas de um mundo que nós tínhamos prometido nunca entrar.

But they don’t mind

- Está tudo bem?

- Claro.

- Você parece triste.

- Estou cansada.

- Tudo bem então.

O que falta é perguntarem “Cansada do quê?”, para ouvir meu desabafo nem um pouco sutil sobre o quão ruim está tudo agora, mas eles não se importariam.

All you’ve got

Quando estamos juntos, é como se todo o resto ficasse branco. Nada ao meu redor, importa, além dele; e nada ao seu redor importa, além de mim.

É como se o mundo caísse e nós ficássemos parados, sobreviventes de um apocalipse, sozinhos, apenas um com o outro e o amor que podemos usar.

É sempre o suficiente. Amá-lo foi o que me fez acreditar em almas gêmeas, foi o que fez com que todas as músicas românticas fizessem sentido. Foi o que me fez perceber o quanto uma pessoa pode se tornar dependente da outra, e como vendo isso é estúpido, mas fazendo, é perfeito.

E depois que você não tem nada, encontrar alguém que é tudo para você, é mais que o bastante para não fazer-te desistir da vida, pois esta pessoa torna-se sua vida, e se desistir dela, nada lhe sobrará. De novo.

 

 

Quando o tédio é muito, a inspiração é pouca. Desculpe.

Day 15

Day 13

Mamãe me trouxe uma foto nossa de alguns anos atrás. Lembro do dia como se fosse ontem… Quando parei para pensar, até me surpreendi ao ver que ainda conseguia rir.
Foi tão divertido… Você me carregando pelo jardim e me girando no ar; eu gritando sem parar e rindo loucamente.
Nossa, estou surpresa de novo. Como ainda me restam lágrimas?

And I’m so sorry

Não é como se eu fosse entrar em depressão ou qualquer coisa. Isso seria um pouco demais, afinal, eu não o conhecia. Não tive a chance de me apresentar, de ser amiga dele. Provavelmente não faria diferença. Eu sei que agora não faz. Ele se foi, afinal.

Foi com várias pessoas da família dele e mais outras dezenas. O que é isso? O Apocalipse? Estamos vivendo em um Dilúvio diminuido? É o que parece.

Triste é saber que ninguém pode fazer nada. Pedir a Deus que tudo se resolva não parece ser o suficiente, mas é a única coisa possível. É aí que as pessoas começam a questionar a própria fé, em momentos de dificuldade. “Ó, por que comigo, Senhor?”. Por que com ele? Filho de um pastor… 12 anos…  É chato imaginar essas coisas.

Um texto em um blog perdido na internet não fará com que as coisas mude. Expor meus sentimentos não fará com que qualquer dor passe. A única pessoa que pode melhorar sou eu, por desabafar para todo mundo ou ninguém.

Vemos noticiários na televisão, tantas tragédias. Ficamos em choque com isso, mas ao ver que aconteceu com alguém conhecido, percebemos o quanto está próximo de nós. Espero que isso mostre o quanto devemos dar mais valor a tudo que temos.

#prayforbrazil

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